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Sobre Imunoglobulina anti-RH

08/02/2021 às 18h50

Sobre a Imunoglobulina anti-RH

A imunoglobulina anti-Rh é um anticorpo, obtido a partir de sangue humano, que neutraliza o fator Rh. Esse anticorpo previne a Doença hemolítica do Recém-nascido (DHRN) e a Eritroblastose Fetal.

O anti-RH, ao entrar em contato com sangue Rh - positivo, a pessoa Rh - negativa não terá tempo para desencadear uma resposta imunológica e produzir anticorpos contra as hemácias recebidas, pois os anticorpos administrados neutralizarão estas hemácias Rh - positivas.

Por isso, o tratamento com a imunoglobulina deve ser feito em momento oportuno, antes ou logo após o primeiro contato com sangue Rh - positivo, de modo que o sistema imune não seja estimulado a produzir seus próprios anticorpos e memória imunológica contra o fator Rh.

Quem deve usar a imunoglobulina anti-Rh?

a) Deve ser usada em gestantes Rh - negativas nas situações em haja qualquer risco de “mistura” do sangue materno com sangue Rh positivo do feto:

  • Se o feto é provavelmente Rh positivo pelo fato de o pai ser Rh - positivo;
  • Se estiver na segunda gestação e o primeiro filho é Rh - positivo;
  • Se perder um bebê Rh - positivo (aborto/ameaça de aborto);
  • Se a gestação (mesmo que primeira) tem complicações graves, como gravidez ectópica ou mola hidatiforme, e cujo pai é Rh - positivo;
  • Se houve alguma situação, durante a gestação, em que existiu risco para transferência de sangue do feto para a gestante, como hemorragia transplacentária, sangramento vaginal durante a gravidez;
  • Se forem realizados procedimentos como amniocentese, biópsia coriônica, versão obstétrica externa;
  • Se houve algum trauma abdominal.

b) Também está indicada para pessoas Rh - negativas que inadvertidamente receberam transfusão de sangue Rh positivas ou outros produtos contendo hemácias de sangue Rh - positivo (transfusão incompatível).

Contra indicações:

Em caso de hipersensibilidade (anafilaxia) a imunoglobulinas humanas (anticorpos) ou qualquer um dos componentes do produto.

Em caso de grave redução do número de plaquetas (trombocitopenia) ou outros transtornos da coagulação, a imunoglobulina poderá ser aplicada por via intravenosa, em regime de internação e sob cuidados médicos.

Esquema de doses:

Conforme prescrição médica e recomendação da bula do produto utilizado, para a finalidade a que se destina – dose e momento para a administração podem variar de acordo com a marca do produto.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão do Trabalho na Saúde. Técnico em hemoterapia: livro texto / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação na Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 292 p.